Oito passos para demitir de maneira justa e correta.

A demissão pode ser traumática tanto para o demitido quanto para a empresa. Existe uma tarefa no caminho de todo líder que não pode ser evitada: a demissão de um membro da equipe. Ela pode ser definida como a própria personificação do lado negativo da liderança, pois não pode ser delegada, não pode ser feita por e-mail ou telefone. É tarefa do líder, face a face com o demitido – que por vezes nem merecia ser demitido, mas, devido a reestruturações, fusões, queda nas vendas, fechamento de unidades e outros fatores, acaba sendo cortado.

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Nessas situações, algumas empresas criam um programa de demissão voluntária. Torna o processo mais justo e menos penoso para todos. Entretanto, são casos raros. Normalmente você precisa demitir alguém por motivos certos e claros.
A seguir, um guia para tornar a tarefa menos traumática para todos:

1. Assegure-se de que todos conhecem as regras. Existem leis que definem os motivos pelos quais uma pessoa pode ser demitida. Será que todos as conhecem? E quanto às regras internas de sua empresa? Algumas organizações definem que os colaboradores que lidam diretamente com fornecedores e clientes são proibidos de receber qualquer presente destes, sob pena de demissão sumária. Em outras, essa proibição não existe, pois consideram que dificultaria o relacionamento entre parceiros. E quanto às informações? São confidenciais ou não? O que acontece com quem “vaza” um segredo de sua empresa? E, mais importante, todos sabem o que acontece com essas pessoas? Certifique-se de que essas regras básicas são do conhecimento de todos. Isso não vai evitar demissões, mas vai tornar sua tarefa um pouco mais fácil – afinal, todos sabiam as regras do jogo – e diminuirá um pouco as especulações sobre o motivo da demissão de fulano. Porém, tenha cuidado: você não precisa ficar lembrando essas regras ao seu pessoal o tempo todo, sob pena de prejudicar o moral da equipe. Basta colocá-las em um manual do funcionário, seja em papel ou em sua intranet.

2. Escolha o dia certo. É uma prática bem comum, mas especialistas são contra demissão na sexta-feira à tarde, por ser traumática para o demitido. A demissão na sexta é boa apenas para quem demite, pois fica com o fim de semana para esquecer a experiência. Já o demitido tem dois dias em que se sente totalmente perdido. Da mesma forma, não demita ninguém na véspera de um feriado, ou no primeiro dia após as férias de seu funcionário. Prefira fazer essa tarefa nas segundas ou terças pela manhã.

3. Separe pelo menos meia hora em sua agenda. É impossível demitir alguém em dez minutos e mostrar respeito por aquela pessoa. É preciso dar espaço para ela desabafar, falar, expor seus sentimentos. Afinal, um demissionário não corta, assim, por mágica, seus laços com fornecedores, clientes e outros membros de sua empresa. Caso ele se sinta mal tratado no desligamento, isso pode afetar seus negócios.

4. Reúna-se sozinho com o demitido. Desligamentos não são assuntos para comitês. Assuma sua responsabilidade de líder e fale sozinho com a pessoa. Isso valoriza as duas posições, principalmente a sua.

5. Dê apoio. Não custa manter acordos com empresas de recursos humanos/outplacement. Assim, você pode oferecer ao demitido um encontro com pessoas que podem ajudá-lo a retomar à carreira no mesmo dia da demissão, diminuindo o estresse e dando um rumo a quem perdeu a referência de si mesmo. Não deixe o demitido se sentir abandonado.

6. Não fique dando voltas. Não se pode dourar a pílula da demissão. É um choque de qualquer maneira, não importa a maneira como você a conduza. Seja educado e coloque a questão em termos mensuráveis. Diga, com todas as palavras, o motivo pelo qual a empresa está demitindo o funcionário. Ele tem o direito de saber a razão de sua dispensa e deve ser ouvido com atenção.

7. Documente tudo. Nossas leis trabalhistas são complexas e, dependendo do setor da economia e do nível do funcionário, demissão é sinônimo de “processo”. Por isso, mantenha sempre em dia a documentação de seu funcionário e não deixe nenhum documento de demissão “para depois”. Resolva o máximo possível de assuntos legais ali, na hora.

8. Explique para o resto da equipe. Reúna o pessoal e diga que Fulano está saindo da empresa, que suas funções serão assumidas por Sicrana e Beltrano por uma semana, até que o substituto seja escolhido. Aproveite e peça para que as pessoas indiquem conhecidos competentes para a função. Você não precisa contar o motivo da demissão, ainda mais se o demitido ainda estiver por perto e isso causar constrangimento a ele e a outros membros da equipe. Concentre-se em explicar como será o dia-a-dia a partir dali.
Fonte: http://www.administradores.com.br/

Rodrigo Oliver
Sou Engenheiro de Segurança do Trabalho e Higienista Ocupacional, daqueles que estão sempre falando de segurança, então a ideia é compartilhar com vocês as coisas que acredito e que têm possibilitado um grande sucesso na nossa empresa. Aqui são dezenas de pessoas trabalhando para encontrar a solução mais incrível na redução dos acidentes de trabalho e das doenças ocupacionais.